Já fazia muito tempo que eu queria ter um blog, um lugar pra escrever sobre o que eu penso (e ensinar algumas coisas que fui aprendendo na vida, técnicas ou não-técnicas). Era um projeto antigo, desde a época do Ensino Médio. Eu via Fabio Akita demais, e passei a achar o conceito do Diário de Henry Jones muito daora, principalmente nestes tempos sombrios de AI Generated content. Eu queria ter algo meu, algo onde pudesse guardar meu conhecimento e minhas ideias para a posteridade – human generated content.

Portanto, aqui estamos. Mas antes, acho que preciso dar um contexto histórico sobre mim.

Nasci em Manaus, e desde cedo computadores me fascinaram. Acho que foi influência da Fernanda Pires, que me mostrava vídeos num primitivo YouTube sobre a calculadora de Babbage e coisas do gênero. Esse fascínio, misturado a uma certa facilidade de lidar com as máquinas e uma pitada de excessiva curiosidade, me guiaram ao Ensino Médio Técnico em Informática no ano de 2021, onde dei meus primeiros passos com a programação: primeiro com C, depois Java, e daí é história.

Acho que nunca hesitei, durante os três anos do Ensino Médio, que queria fazer algo relacionado a computação. Talvez em algum momento tenha surgido alguma inclinação à Física, ou um rápido desejo para a Medicina; mas o fato é que a computação sempre esteve ali: viva, amada e até incentivada pelas pessoas que me cercavam, que pensavam que eu levava jeito pra coisa. Disso foi um passo para o Vestibular 2024 da Unicamp, onde passei em 2ª chamada para cursar Ciência da Computação.

Lembro-me muito bem de minha querida amiga Maria, quando estávamos em Brasília após a prova da 1ª fase do Vestibular, dizendo:

A partir de hoje, sua vida mudará para sempre.

E ela tinha razão. Mudou, para sempre e para melhor. Confesso que sair da casa da minha mãe aos 18 anos, com pouca experiência de mundo, foi algo desafiador e muito pedagógico. Tive meus percalços, minhas falhas e meus sucessos; mas acredito que tudo é aprendizado e faz parte da construção de um eu melhor. Um eu cidadão do mundo, como sempre sonhei e desejei.

De fato, 2024 foi um ano difícil. Encerrei-o com uma reprovação em Estruturas de Dados (salve, professor Lehilton!), mas encontro-me sereno e pronto para retornar a casa, descansar e voltar novo para o próximo semestre que se inicia. Pretendo utilizar esta página para narrar descobertas, conquistas e novidades; é, de fato, meu diário de bordo da universidade, que o querido professor Renato de História no Ensino Médio havia me dito para ter.